Venda de imóveis no semestre foi a 2ª melhor da história em SP
As vendas de imóveis novos nos seis primeiros meses de 2010 na capital paulista cresceram 18,4%, o que corresponde ao segundo melhor resultado da história, atrás somente de 2008, auge do boom imobiliário, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Secovi-SP (sindicato da habitação). O resultado só é inferior ao registrado em 2008, época do boom imobiliário no Brasil
No primeiro semestre deste ano foram vendidas 17.005 unidades residenciais, contra 14.368 unidades de um ano atrás. Em 2008, foram comercializadas 19.224 unidades.
O bom resultado reflete as vendas do primeiro trimestre do ano, de 8.461 unidades, que compreendem os meses de janeiro e março. No segundo trimestre, entre maio e junho, houve queda nas vendas, superior ao previsto pelos especialistas. Foram vendidas 8.554 unidades, uma queda de 10,4%, em relação ao mesmo período do ano passado – quando foram vendidas 9.537 unidades.
No entanto, a previsão é que o segundo semestre deste ano seja melhor, com vendas em torno de 37 a 38 mil unidades, segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi.
Proporcionalmente, as vendas realizadas no segundo semestre dos anos anteriores variaram até 60%. Para chegar a esse número é preciso fazer mais 20 ou 21 mil moradias de julho a dezembro.
Os imóveis de dois quartos lideram as vendas com 35,3% (5.999 unidades), seguido pelo o de três dormitórios, com 35,1% (5.965 unidades). Os de quartos dormitórios representam 18,6% das vendas.
De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), foram lançadas no semestre 13.566 unidades, 66,5% a mais que no ano passado. Desse total, 43% desse são de dois dormitórios e outras 37,2% são de três dormitórios.
Financiamentos
Ao menos seis em cada dez imóveis vendidos no país são financiados, segundo levantamento da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Os empréstimos para a compra da casa própria com recursos da poupança bateram recorde no semestre, com R$ 23,8 bilhões, um crescimento de 77% em relação ao mesmo período de 2009.
Segundo a associação, a maior oferta de imóveis e financiamentos no mercado, com prazos mais longos de pagamento e taxas de juros menores, são responsáveis pelo resultado positivo.
Fonte : R7 Notícias











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