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Registro eletrônico

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28 dezembro 2009 14h52m

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Nas páginas do Observatório do Registro, discute-se a emergência de um novo Registro de Imóveis, moldado a partir de novas media eletrônicas.

Comentando o post McLuhan´s Syndrome, Manuel Matos observa que em Portugal uma nova abordagem começa a ser desenvolvida, com a completa interconexão entre instituições parelhas como o são o Cadastro e o Registro.

Tem-se mais um exemplo de como os meios eletrônicos fazem convergir, numa instantaneidade verdadeiramente impressionante, em novas media, as etapas seriadas da informação territorial na época mecânica.

Duas instituições singulares – Cadastro e Registro – ao longo dos anos vêm convivendo como realidades contrapostas. Irmãos siameses da gestão territorial, formavam um mosaico de difícil configuração por se consumar em etapas sucessivas e relativamente independentes.

Ao longo dos tempos tentou-se, debalde, fazer uma aproximação entre ambos.

Essa diacronia se deveu à linguagem especializada de ambas as instâncias. Agora, sincronicamente reduzem os seus termos a um denominador comum: o meio eletrônico, que funciona como um código que articula as partes e lhes dá sentido pela novilíngua favorecedora da interconexão.

Falamos aqui da precipitação de dados numa mesma base comum que já vem sendo chamada de “cadastro multifinalitário”.

O texto fazia alusão a outro fenômeno – igualmente impressionante: a instituição de um protocolo único, geral e instantâneo, fazendo migrar, para o meio eletrônico, as etapas serializadas (mecânicas) da protocolização atomizada.

O protocolo eletrônico há de superar uma grave deficiência do sistema, já que universaliza o acesso ao sistema registral, provocado por qualquer interessado a partir de qualquer ponto da rede.

Somos todos autores e leitores do mesmo fenômeno da comunicação.

Vale a pena conferir o debate. (SJ)

TIC – Tecnologias da informação e comunicação

TIC é um pleonasmo. Comunicação é informação. A estrada romana era antes de tudo uma infovia

TIC: Não há informação – TAC: sem comunicação.

O TIC-TAC já é mais importante que o relógio. Elementos binários de comutação lógica dissolveram o relógio mecânico na irrelevância dos objetos-em-si. O TIC-TAC fundou a complexa sintaxe da rede.

“Da forma nasce a idéia”, disse Gustav Flaubert (apud Pignatari). Depois dos poetas franceses, McLuhan registra: the medium is the message.

Por um registro estrutural: malha de relações entre elementos e processos elementares (Wieser).

O Registro Eletrônico explode a linguagem descritiva, transforma os livros em arte e descerra o mundo dos signos em mosaicos de informação descontínua e simultânea. (SJ)


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ISSN: 2175-1595