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Grilagem em Mato Grosso

Por Tatiana Cintra
10 julho 2009 10h42m

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Transferência de áreas de reserva indígena para particulares e posterior venda a grandes grupos empresariais, com a participação de Cartórios na emissão de escritura, matrícula e registro, objetivos atingidos através da ameaça a posseiros, derrubada de áreas ambientais protegidas por Lei e até suspeita de assassinatos. Esse foi o esquema ilegal descoberto em Mato Grosso (MT) pela Polícia Federal (PF).

Os acusados de participação nesse esquema de grilagem de terras, o ex-comandante-geral da PM do Estado, o coronel Adaildon Evaristo de Moraes Costa, 5 policiais e mais 12 pessoas foram presas  nesta sexta-feira, dia 3 de julho, em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Além disso, o órgão decretou a prisão temporária de mais 18 pessoas, nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, entre elas uma escrevente do Cartório de Registro de Imóveis de São Félix do Araguaia (MT), acusada de fornecer os registros ilegais de áreas da reserva indígena Marawatesede, localizada na cidade do Alto Boa Vista (MT), que pertencem à União, com usufruto dos indígenas.

O chefe do esquema seria Gilberto Luiz Rezende, conhecido como Gilbertão, que já havia sido apontado em 2005, na CPI da Grilagem de Terras, sob a acusação de ter ameaçado posseiros de sete fazendas para que vendessem suas terras, mas sem provas, acabou inocentado.

Se condenados, os acusados podem ser enquadrados nos crimes de usurpação de bens e grilagem de terras da União, formação de quadrilha armada, falsificação de documentos públicos, corrupção ativa e passiva, peculato, prevaricação, extorsão, crimes ambientais, lesões corporais e lavagem de dinheiro.


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ISSN: 2175-1595