Crise mundial afeta registro de imóveis na Espanha

Com a crise, o país das touradas, tem visto o número de registros de bens imóveis cair, vertiginosamente
Uma queda de pouco mais de 30%, em 2009 em comparação ao primeiro trimestre de 2008, no número de solicitações de registro de imóveis. Essa é a constatação de um levantamento, realizado pela Agência do Território, órgão do governo espanhol, com registradores de todo o país.
“O número de processos de registro de propriedades, caiu consideravelmente, de janeiro pra cá. E é claro que, a crise econômica é a grande culpada dessa redução drástica, no número de documentos emitidos”, afirma o oficial espanhol de registros, Tomás Jiménez Cano, da cidade de Madri.
No cartório de Cano, localizado no bairro Rosales, da tradicional média de cerca de 800 solicitações de registro mensais, ou seja, mais ou menos 30 pedidos por dia, a redução foi de exatos 30%. Com o declínio nos pedidos de registros de imóveis, para não dispensar trabalhadores, o oficial tem buscado alternativas. “Tenho 14 pessoas trabalhando comigo e tive que propor a redução de carga horária. Assim, pelo menos por hora, evito as demissões, a redução de pessoal”, diz Cano.
O levantamento aponta que além dos grandes centros, a situação é ainda mais grave nas cidades costeiras onde existem áreas residenciais e de veraneio, propriedades de pessoas que querem ter uma casa de lazer na costa, tais como La Linea. “As pessoas estão lutando para manter a sua casa de moradia, portanto adquirir um imóvel no momento, para lazer, é luxo para poucos. De agora em diante, só espero que a economia se recupere logo e consigamos retomar ao nível anterior de trabalho e, assim, evitar uma redução no pessoal”, conclui Cano.











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