Como se fosse um Registro de Imóveis…
O mundo dos símbolos é verdadeiramente estimulante.
Não falo dos símbolos como Carl G. Jung a eles se referia. Falo da representação de certos conteúdos, de idéias e conceitos, refiro-me a representações formais que tornam a linguagem um mar de riquezas profundas.
Na última semana, depois da monomania estatista, no Governo só se falou do pré-sal.
O nome é bom, rende excelente mote para a propaganda eleitoral que se avizinha.
Vejam só. O exercício de marketing, aqui, consiste em criar um ambiente de expectativas, de prenúncio misterioso – aponta para algo que vem, que se aproxima sensivelmente, o médium mais-do-que-medíocre logo percebe.
Claro, não é o sal da terra; nem uma formidável salina. Estamos apontando para um misterioso devir, algo cujo nome não se pronuncia e que, no entanto, logo se advinha num delicioso jogo coletivo de mistérios revelados.
Trata-se de estimular o imaginário coletivo que se rende às imagens de um passado mítico. O Governo veicula o tíquete para o bonde que nos leva direto aos anos dourados. Afinal, o petróleo é ouro. Ouro negro. O “petróleo é nosso”, Deus é brasileiro e é preciso levar vantagem em tudo, certo?
Mas a tirada genial, aparentemente incompreensível para os mortais, ficou com o deputado Ronaldo Caiado.
Leiam atentamente o que disse o líder do Democratas:
“O Executivo, durante 18 meses, se reúne a portas fechadas e elabora quatro projetos. Depois, os encaminha para a Câmara como se isso aqui fosse cartório de registro de imóveis, com um prazo de 45 dias para dar uma resposta a um projeto complexo, relevante, mas que não tem nada de urgente, uma matéria que só vai produzir efeitos para a sociedade brasileira em 2022″.
Não é formidável? O que v. acha que o deputado quis dizer?
Fonte: www.observatoriodoregistro.com.br












Caro Sérgio: Casualmente assisti ao deputado Caiado falando. Ele estava meio ao estilo Collor, quando reverberava contra Simon, por conta da proteção a Sarney. Olha que turma. Pois ele deve ter pensado que não se pode EXIGIR do Congresso a agilidade de um REGISTRO IMOBILIÁRIO, que tem prazo legal para apreciar documentos levados à apreciação do Oficial. Ou estaria querendo dizer que o tema é tão complexo, que não se compara à “simplicidade” da atuação do registrador?….
Prezados,
A tratativa da narração do ´´Nobre Deputado´´, pelo que me fiz entender aborda:
Nunca o Congresso será como o Registro Imobiliário´´, autentico, serio e com prazos que ora são todos cumpridos.
O dia em que o Congresso se comportar como um Registrador Imobiliario, estaremos verificando de fato uma relevante mudança de comportamento.
E olha eu não sou e nem trabalho em Registro Imobiliario, Tabelião de Notas ou qualquer coisa que o valha que seria um honraria sem distinção.
Últimos tweet's
Processo 583.00.2008.189622-9 - emolumentos - condomínio http://t.co/x6sgV2jf # 14 horas atrás
Nuvem de Tags
AGU Amazônia Legal AnoregSP Antônio Carlos Alves Braga Júnior ARISP Café com jurisprudência Cartório Cartório de Registro de Imóveis cartórios cartórios extrajudiciais Certidão digital CNJ Documento eletrônico Emolumentos EPM Escola Paulista da Magistratura Flauzilino Araújo dos Santos Gratuidades Imóveis imóvel Informatização Kollemata Marcelo Berthe Marcelo Martins Berthe meio ambiente Notário Notários e Registradores Ofício Eletrônico Pará Penhora Penhora Online PMCMV Registradores Registradores de Imóveis registro de imóveis Registro eletrônico regularização fundiária reserva legal Sérgio Jacomino STF STJ Superior Tribunal de Justiça Sustentabilidade TJSP UniregistralMais Comentados