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Como se fosse um Registro de Imóveis…

Por Assessoria de Imprensa
3 setembro 2009 18h44m

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Sérgio Jacomino

Sérgio Jacomino

O mundo dos símbolos é verdadeiramente estimulante.

Não falo dos símbolos como Carl G. Jung a eles se referia. Falo da representação de certos conteúdos, de idéias e conceitos, refiro-me a representações formais que tornam a linguagem um mar de riquezas profundas.

Na última semana, depois da monomania estatista, no Governo só se falou do pré-sal.

O nome é bom, rende excelente mote para a propaganda eleitoral que se avizinha.

Vejam só. O exercício de marketing, aqui, consiste em criar um ambiente de expectativas, de prenúncio misterioso – aponta para algo que vem, que se aproxima sensivelmente, o médium mais-do-que-medíocre logo percebe.

Claro, não é o sal da terra; nem uma formidável salina. Estamos apontando para um misterioso devir, algo cujo nome não se pronuncia e que, no entanto, logo se advinha num delicioso jogo coletivo de mistérios revelados.

Trata-se de estimular o imaginário coletivo que se rende às imagens de um passado mítico. O Governo veicula o tíquete para o bonde que nos leva direto aos anos dourados. Afinal, o petróleo é ouro. Ouro negro. O “petróleo é nosso”, Deus é brasileiro e é preciso levar vantagem em tudo, certo?

Mas a tirada genial, aparentemente incompreensível para os mortais, ficou com o deputado Ronaldo Caiado.

Leiam atentamente o que disse o líder do Democratas:

“O Executivo, durante 18 meses, se reúne a portas fechadas e elabora quatro projetos. Depois, os encaminha para a Câmara como se isso aqui fosse cartório de registro de imóveis, com um prazo de 45 dias para dar uma resposta a um projeto complexo, relevante, mas que não tem nada de urgente, uma matéria que só vai produzir efeitos para a sociedade brasileira em 2022″.

Não é formidável? O que v. acha que o deputado quis dizer?

Fonte: www.observatoriodoregistro.com.br

Publicado por: Sérgio Jacomino




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 RSS dos comentários
  • Flavio Fischer disse no dia 8 setembro 2009 às 11:53

    Caro Sérgio: Casualmente assisti ao deputado Caiado falando. Ele estava meio ao estilo Collor, quando reverberava contra Simon, por conta da proteção a Sarney. Olha que turma. Pois ele deve ter pensado que não se pode EXIGIR do Congresso a agilidade de um REGISTRO IMOBILIÁRIO, que tem prazo legal para apreciar documentos levados à apreciação do Oficial. Ou estaria querendo dizer que o tema é tão complexo, que não se compara à “simplicidade” da atuação do registrador?….

  • Alexandre Fernandes disse no dia 14 setembro 2009 às 13:25

    Prezados,

    A tratativa da narração do ´´Nobre Deputado´´, pelo que me fiz entender aborda:

    Nunca o Congresso será como o Registro Imobiliário´´, autentico, serio e com prazos que ora são todos cumpridos.

    O dia em que o Congresso se comportar como um Registrador Imobiliario, estaremos verificando de fato uma relevante mudança de comportamento.

    E olha eu não sou e nem trabalho em Registro Imobiliario, Tabelião de Notas ou qualquer coisa que o valha que seria um honraria sem distinção.

ISSN: 2175-1595