CNJ e Registradores prosseguem debate sobre os serviços registrais do Pará
O Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcelo Martins Berthe, reuniu-se no dia 26 de março na Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP) com os co-participantes do Grupo de Trabalho criado pela Portaria CNJ 19, de 23.2.2010, cujo objetivo é tomar medidas de modernização dos serviços registrais do Pará.
Fizeram-se presentes o Dr. Flauzilino Araújo dos Santos, 1º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo e Presidente da ARISP, Dr. Sérgio Jacomino, 5º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo e Diretor da Universidade Corporativa do Registro de Imóveis (UniRegistral), Dr. Joelcio Escobar, 8º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo e Diretor de Tecnologia da ARISP, Dr. Francisco Raymundo, 9º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo, e José Roberto Alves Ferreira, consultor de projetos.
A discussão centralizou-se num dos tópicos debatidos na primeira reunião que tratou a Portaria CNJ 19, realizada no dia 3 de março de 2010, também na sede da ARISP. Dessa vez foi abordado o projeto de capacitação profissional de registradores, prepostos e magistrados do Estado Paraense em cursos locais ou a distância, numa parceria entre o CNJ e a UniRegistral.
De acordo com o Juiz Marcelo Berthe, o acesso difícil entre os municípios do Estado e a capital dificulta o acesso ao conhecimento e consequentemente ao aprimoramento do Judiciário no Pará. Esse não é só um problema local, mas abrange os demais estados que compõem a Amazônia Legal e que também estão incluídos no projeto de modernização. São eles: Pará, Maranhão, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins e Mato Grosso.
Em entrevista ao iRegistradores, o Juiz Marcelo Berthe disse que integrar os cartórios no sistema eletrônico é “um sonho”, e afirmou que é preciso expandir sua implatação para as demais regiões do país. “A inclusão dos registros públicos, em especial do registro de imóveis, no século 21 pelos meios eletrônicos é indispensável”, asseverou o magistrado.
Ao ser questionado sobre a relação CNJ e os cartórios de imóveis da Amazônia Legal e se o trabalho do Conselho vai respeitar as peculiaridades locais, o Dr. Marcelo Berthe respondeu que “o CNJ tem uma grande responsabilidade. É um órgão novo, não veio para assustar ninguém e não veio para criar problemas, mas trazer soluções, agregar, aglutinar, padronizar, ajudar a planejar o Poder Judiciário, seus serviços e órgãos que prestam serviços à justiça. Então acho que não há porque ter medo”.













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