CNJ discute medidas para modernizar cartórios de imóveis da Amazônia Legal

Reunião grupo de trabalho criado pela Portaria 19 do CNJ, de fevereiro 2010, na sede do CNJ, em BrasÃlia. Créditos: Gláucio Dettmar
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está definindo uma série de medidas para modernizar os cartórios de registros de imóveis da Amazônia Legal. Nesta quinta-feira (13/05), o grupo de trabalho criado pela Portaria 19 do CNJ, de fevereiro deste ano, se reuniu na sede do Conselho, em BrasÃlia, para discutir o projeto. Coordenado pelo secretário geral adjunto do CNJ, Marcelo Berthe, o grupo vai propor o desenvolvimento de ações com vistas a reorganizar essas unidades, contribuindo, assim, para a regularização dos registros de imóveis e a garantia da paz social na região. “À medida em que garantimos a segurança jurÃdica da propriedade, conseguimos solucionar os conflitos e pacificar as relações”, destacou Berthe.
A ideia é, inicialmente, definir um cronograma de atividades para a modernização dos 91 cartórios de registro do Pará, e, posteriormente, levar a experiência para os demais estados da Amazônia Legal (que além da Região Norte, inclui Maranhão e Mato Grosso). Também participaram da reunião desta quinta-feira (13/5), o juiz auxiliar da presidência do CNJ Antonio Carlos Alves Braga Junior e representantes do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), do programa Terra Legal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). Da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP) fizeram-se presentes Flauzilino Araújo dos Santos, Presidente da ARISP, Joélcio Escobar e Francisco Raymundo.
Entre as ações propostas estão a organização do acervo dessas serventias e a digitalização de documentos e procedimentos cartorários. O objetivo é criar cartórios digitais e permitir a troca de informações por meio eletrônico entre as unidades imobiliárias e diferentes órgãos, como o MDA e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). O grupo também está definindo o cronograma do curso à distância que vai capacitar registradores dos cartórios de registro de imóveis paraenses. A iniciativa é resultado de uma parceria firmada entre o CNJ e a Universidade do Registro de Imóveis (UniRegistral), em abril último.
A capacitação vai aperfeiçoar a prestação de serviços e o atendimento aos cidadãos paraenses, além de contribuir para banir a insegurança jurÃdica dos registros imobiliários, o que muitas vezes acaba motivando conflitos por terras no estado. “Também vamos levar ao Pará tecnologias já utilizadas em outros estados, como a penhora eletrônica de imóveis”, explica o representante da UniRegistral e Presidente da ARISP, Flauzilino Araújo dos Santos. O grupo de trabalho é resultado de um acordo firmado entre o CNJ, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra, a Advocacia Geral da União, o Iterpa, o governo do Pará e o Tribunal de Justiça paraense para reorganizar e modernizar as unidades de registro de imóveis do Estado.











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