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Acre: população reivindica cartório de notas e de registros

Por Tatiana Cintra
8 agosto 2009 10h21m

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Desde a última segunda-feira, dia 3 de agosto, manifestantes e moradores das vilas Extrema, Califórnia, Fortaleza do Abunã e Vista Alegre do Abunã, entre eles índios kaxararis, com aldeias na região, bloqueiam a BR 364, em protesto contra a não realização de um plebiscito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia que transformaria o bairro em município.

“A Assembléia Legislativa de Rondônia aprovou, ano passado (2008), uma lei para a realização do plebiscito, mas até agora o TRE nem marcou a data. Com a população votando de forma favorável, o que com certeza deve ocorrer, será aprovada a lei que emancipa a localidade, transformando em município”, explica Josué da Silva Lopes, líder da manifestação.

Dentre as reivindicações dos moradores da localidade, que não tem posto de saúde, agência bancária ou rede de telefonia celular na região, é a instalação de um cartório de notas e registros. “Pra gente tirar um documento pra comprar um terreno, tem que ir a Porto Velho, que fica a 350 quilômetros daqui. É muito difícil. Temos só um cartório itinerante que vem uma vez por mês e atende os moradores por quatro dias. Isso quer dizer que nos outros 26 dias do mês não temos cartório aqui”, aponta Lopes.

Ainda segundo ele, que mora na Vila Extrema há cerca de quatro anos, a população da região sofre com a falta de estrutura e de assistência nas localidades. “Os cidadãos da Ponta do Abunã estão deixando de exercer sua cidadania porque não têm a devida assistência do poder público, principalmente do município, que deveria estar mais próximo do cidadão. A gente deixa de reivindicar nossos direitos porque tudo é em Porto Velho, inclusive a Justiça”, conclui.

Publicado por: Imprensa ARISP




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ISSN: 2175-1595